sexta-feira, 21 de julho de 2017

Charge 21.07

Americano mata porco selvagem de 372 quilos na porta de casa

POR FERNANDO MOREIRA
Wade Seago e o porco de 372 quilos abatido no Alabama
Wade Seago tomou um susto com uma descoberta na frente da sua casa, em Samson, zona rural do Alabama (EUA), na semana passada: um porco selvagem imenso.
O americano pegou o seu revólver calibre 38 e abateu o animal. O porco foi morto com três tiros e acabou levado a uma empresa alimentícia para ser pesado: 372 quilos.
"Não pensei duas vezes em matar esse animal. Faria de novo", contou ele em  entrevista à agência AP.
Wade contou que pretende empalhar o porco e exibi-lo em sua loja de taxidermia. A carne será descartada.
"Não confio na carne", afirmou.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

MISSÃO FIDES IN DEUM NA TCM.....




                                                       O povo de Deus lovando na TCM.
EM JUNHO – Mossoró tem melhor desempenho na criação de empregos formais no RN
Segmento da agricultura ajudou a obter balanço positivo após nove meses de saldo negativo

EM JUNHO – Mossoró tem melhor desempenho na criação de empregos formais no RN

O Rio Grande do Norte obteve resultado positivo na criação de empregos com carteira assinada após nove meses seguidos de balanço negativo. O balanço do mês de junho mostra um saldo de 453 vagas abertas, representando o melhor resultado para o mês, desde 2013, quando foram criados 1.112 novos vínculos.
No Rio Grande do Norte os resultados favoráveis foram impulsionados pelas contratações na agricultura para atividades de apoio no cultivo das culturas de melão, melancia e mangas. O maior volume de criação de vagas no estado ocorreu em Mossoró (498), enquanto os cortes foram encabeçados por Natal (-359).
Todavia, segundo dados da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern) tem-se o menor saldo positivo para o mês, da série iniciada em 2004. No que diz respeito à Indústria, o saldo geral negativo de -422 vagas também é o menos negativo, desde junho de 2013, que assinalou saldo de -16 vagas.
Por ordem decrescente de volume de contratações setoriais, a Agropecuária abriu 709 postos de trabalho em junho, o Comércio gerou 92 empregos e os Serviços (incluindo administração pública), 74. Por outro lado, o conjunto da Indústria liderou os cortes.
O volume de cortes na indústria em junho (-422 vagas) voltou a aumentar em relação a maio (-250 vagas). Mesmo assim, em ritmo mais suave do que em junho de 2016 (-534 vagas). No que diz respeito aos setores, Extração mineral, Construção e Serviços Industriais de Utilidade Pública – SIUPs apresentaram balanço negativo no mês,
enquanto a Transformação registrou saldo positivo de vagas (+191). (Gráfico no final da seção).
Em termos nacionais, entre as vinte e sete Unidades da Federação, verificou-se resultados positivos em 18 delas, com destaques, em ordem decrescente de vagas criadas, para Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pernambuco e Maranhão.
O Rio Grande do Norte ocupou a 11ª colocação no balanço do saldo positivo. Dentre as nove UFs com saldo negativo, destacam-se, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Distrito Federal e Santa Catarina.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Charge dia 19.07
População de Apodi protesta contra fechamento de hospital
O protesto recebeu o apoio do prefeito da cidade, Allan Silveira (Foto: Redes Sociais).

População de Apodi protesta contra fechamento de hospital

A população de Apodi, no Rio Grande do Nortes, realizou na manhã desta quarta-feira, 19, protesto contra o fechamento do Hospital Regional Hélio Morais Marinho. O movimento começou no Centro da cidade e teve concentração em frente ao Hospital.
O protesto em Apodi recebeu o apoio do prefeito da cidade, Allan Silveira, que publicou decreto determinando ponto facultativo na manhã desta quarta-feira para que os servidores públicos pudessem participar do ato.
Sindicatos, escolas e a classe empresarial do município também se integraram a mobilização, uma das maiores já realizadas no município. Caravanas de outras cidades da região, que depende do hospital, também participaram da mobilização.
Nesta quinta-feira será a vez da população de Caraúbas ocupar as ruas em protesto contra o risco de fechamento dos hospitais regionais.
Em razão de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com o Ministério Público, o Governo do Estado analisa transformar sete hospitais regionais do RN em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou até mesmo Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A decisão gerou revolta.
Além do Hospital Regional de Apodi, estão na lista do Governo do Estado as seguintes unidades:
  • Hospital Regional Professor Dr. Getúlio de Oliveira Sales, em Canguaretama;
  • Hospital Regional Dr. Aguinaldo Pereira, em Caraúbas;
  • Hospital Regional de João Câmara, em João Câmara;
  • Hospital Regional Dr. Odilon Guedes, em Acari;
  • Hospital Regional de São Paulo do Potengi, em São Paulo do Potengi;
  • Hospital Regional de Angicos, em Angicos;

terça-feira, 18 de julho de 2017

Charge dia 18.07

Em Natal, carro é roubado duas vezes em menos de 24 horas


Caso foi registrado pela delegacia especializada em furto de veículos. Assaltos aconteceram na tarde da segunda (17) e manhã desta terça-feira (18).

Carro foi roubado, achado em meio a um matagal, depois roubado pela segunda vez e mais uma vez recuperado (Foto: Divulgação/PM)
Uma mulher teve seu carro roubado duas vezes em menos de 24 horas, na Grande Natal. O caso foi confirmado pela Delegacia Especializada de Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas (Deprov).

A proprietária foi assaltada pela primeira vez em Mirassol, Zona Sul de Natal, às 16h40 desta segunda-feira (17). O caso foi registrado ainda durante a tarde. A polícia encontrou o carro modelo Corolla dentro de um matagal e devolveu à família da vítima durante a noite.

Na manhã desta terça-feira (18), porém, ela teve a casa invadida por criminosos, na Coophab, em Parnamirim, que realizaram um assalto no local. O carro foi levado novamente.

De acordo o delegado Licurgo Nunes Neto, titular da Deprov, as vítimas saíam do imóvel justamente para ir à delegacia tirar a queixa de roubo e fazer a vistoria do veículo.

"Como o carro foi recuperado à noite, não foi possível fazer esse procedimento ontem. Então eles ligaram informando que estavam indo pela manhã", explicou o delegado.

Ainda segundo o delegado, os dois casos não têm relação entre si. "Tudo indica que nos dois crimes os bandidos levaram o carro apenas com a intenção de roubar objetos de valor que estivessem dentro dele e, no caso do arrastão, para levar os objetos roubados da casa", concluiu.

O carro foi encontrado no bairro de Nova Parnamirim. A polícia está em busca dos suspeitos.

Segundo a Secretaria de Segurança do Rio Grande do Norte, Natal tem uma média de 23 carros roubados por dia.

G-1
terça-feira, 18 de julho de 2017
Temáticas voltadas para o Plano nortearam os encontros
Começaram  as primeiras oficinas de sensibilização na cidade de Areia Branca. Dois encontros foram realizados para a apresentação e elaboração do Plano de Saneamento Básico do Município, que está sendo elaborado pela Prefeitura Municipal em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). As oficinas aconteceram tanto na zona rural, precisamente em Ponta do Mel, como na zona urbana, na Câmara Municipal. Além de tratar do assunto com a população e entregar panfletos explicativos, na busca de orientar e identificar os principais problemas a serem solucionados, também foi ministrada uma palestra pela graduanda em Gestão Ambiental, Graciana Gilmara.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Quinze anos sem Patativa do Assaré


00:00 · 08.07.2017 por Gilmar de Carvalho* - Especial para o Caderno 3
ss
A notícia da morte do Patativa, a 8 de julho de 2002, causou comoção. O desfecho sempre traz a face crua de uma realidade que muitas vezes insistimos em mascarar.
Patativa se foi aos 93 anos. Manteve a lucidez até a agonia. Manteve também o bom humor e a capacidade de improvisar. Não duvide que tenha saudado sua chegada ao céu com um rompante capaz de provocar o riso de São Pedro, representado nas imagens carregando as chaves, o seu atributo.
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Quinze anos depois, pode ser um bom momento de rememorar o que ele fez e de chorar a falta que ele faz. Também de avaliar o que aconteceu depois dele e o que ele diria ou faria em determinadas situações.
As visitas
Não existem mais visitas à casa do número 27, da Rua Coronel Onofre, ao lado da Praça da Matriz de Assaré. Agora, quem quiser "visitá-lo", vai ao outro lado da rua, onde fica o Memorial, inaugurado nas comemorações dos seus 90 anos, em 1999.
As visitas eram sempre recebidas com versos improvisados. Chegavam autoridades, empresários, a mídia, crianças de escolas públicas e agricultores, seu público alvo preferencial, os receptores de seus poemas.
Todos eram saudados com a mesma alegria. Alguns, mais espertos e menos éticos, gravavam os versos para serem usados depois em campanhas políticas. Patativa sabia do truque e não deixava de externar sua alegria de anfitrião por conta da falta do pedido de autorização para usar estes versos. Ele estava acima destas "ganhações".
O café estava sempre na garrafa e era renovado várias vezes ao dia. A cadeira de balanço, modelo austríaco com palhinha, era a preferida para receber seu corpo cansado de tantos rapapés e de tantos cumprimentos.
Instalava-se na casa um tom de sarau. Muitos riam das quadrinhas espontâneas, do convite para se sentar, das conversas que rolavam e das fotografias que eram feitas, isso ainda bem antes da popularização das câmeras dos telefones celulares, ainda uns tijolões até 2002.
Às vezes, um livro era vendido, e os autógrafos eram indispensáveis. Patativa mantinha o bom humor, apesar da algazarra, do calor e da impertinência de alguns visitantes. A porta sempre aberta era a marca registrada de sua hospitalidade.
A Serra de Santana
Toda semana, religiosamente, Patativa fretava um carro e subia a Serra de Santana, onde nasceu e mantinha sua propriedade, tocada pelos filhos, netos e genros.
A Serra era um local idílico, cantada em vários de seus poemas, onde se sentia bem, em contato ainda mais íntimo com a natureza, na rede armada na casa da filha Inês, onde recebia os conterrâneos para o "beija-mão" e para se inteirar das novidades do lugar.
Depois do almoço e do indefectível café, seguido do cigarro que insistiu em não largar até a morte, Patativa mandava chamar seu primo Geraldo Gonçalves para brincar de poesia. O torneio verbal se prolongava pela tarde inteira e era curioso vê-los improvisar em torno de uma mesa.
Geraldo portava uma cadernetinha, fazia anotações e pensava, enquanto Patativa dava o mote que seria desenvolvido pelos dois. Patativa era paciente, sabia que ninguém tinha sua desenvoltura e esperava que Geraldo anotasse, rascunhasse a quadra, e então ele dizia a sua, sem precisar do suporte da escrita, com a poesia sendo pura voz.
Depois, seria a vez de inverterem as posições. Geraldo dava o mote que Patativa "tirava de letra", provocando risos dos presentes e evidenciando sua capacidade de fazer da poesia um jogo, um desafio e um jeito criativo de fazer passar o tempo, até a hora de voltar para a casa da cidade.
Cuidadoso, Geraldo também anotava as quadras de Patativa e este material foi impresso no livro "Ao pé da mesa", da editora Terceira Margem, de São Paulo (2002), pelo então secretário de Cultura do Estado, Nilton Almeida.
Este jogo poético não existe mais. Eles tratavam de temas, do mítico ao cotidiano, fazendo uma crônica poética da vida, ao mostrar que a matéria da poesia pode ser banal, desde que enunciada por vozes ágeis e afeitas a este cantar.
A voz e a terra
Patativa emudeceu, aparentemente. Os poetas da Serra de Santana continuam a versejar. Talvez não tenham o mesmo estímulo de antes, mas a chamada "fonte patativana", como ele se referia à influência que exercia e a capacidade de produzir poesia de qualidade será sempre mantida. Esta fonte vem de camadas geológicas bem profundas e chega à superfície em veios de água cristalina.
Sua poesia arraigou-se de tal modo àquela gente que é impossível reduzir a importância deste legado. Ao chegarmos à Serra, é inevitável que olhemos para os galhos das árvores na procura de vermos "o verso se bulir", como no cantar do Patativa.
Ao vermos aquele chão partilhado, temos a nítida certeza da importância de uma reforma agrária. A consciência daquele povo vem da importância de terem um pedaço de chão, e de não precisarem se submeter aos regimes feudais que ainda vigoram. Quando Patativa dizia que "a terra é naturá", chamava a atenção para a importância de cada qual ter o seu pedaço de chão.
Hoje, em tempos dos orgânicos e da valorização da agricultura familiar, o pequeno pedaço de chão nos leva ao plantar associado, a combater as pragas de modo natural, a resistir às secas por meio de estratégias como as mandalas, os gotejamentos e os aspersores. O chamado agronegócio não tão forte aqui, pela pobreza do solo, pela intermitência das chuvas, e pela escassez da água, que não tornam nossas terras tão sedutoras à cultura da soja e ao cultivo dos pastos para os grandes rebanhos.
Patativa é um ótimo exemplo de quem falou da terra como o agricultor que foi até se aposentar, aos 70 anos. A terra para ele era uma extensão de seu corpo e uma realização de suas metas. Ele se baseava em sua experiência de vida, ainda que devamos considerá-lo como um "intelectual orgânico", de acordo com o teórico marxista italiano Antonio Gramsci.
Charge dia 17.07